Domingo, 17 de Dezembro de 2017

Editorial - por Miguel Viana
Publicada em 09/10/14 as 21:25h - 511 visualizações
EDITORIAL – 08 de outubro de 2014

Miguel Viana


 (Foto: Rádio Mar Azul FM 104,9)

Embora haja segundo turno para presidente, no varejo a eleição para os interesses aldeãs e estaduais de Estância já foi cristalizada pelo menos em termos da finalidade imediata que as urnas reservaram e isso exclui, claro, avaliações críticas mais densas porque as açodadas já despejaram o seu porre de incontinência. O que é compativelmente curável com qualquer "Engov" do tempo e com o suporte de magnésia das surpreendentes armadilhas do porvir!

Para o Governo do Estado, o eleitorado local, que para muitos, sem qualquer suporte de fundamentação lógica, não daria respaldo ao atual mandatário estadual porque havia combinações e arranjos locais políticos "estranhos" à vontade pública plural, deu 13.309 votos a Jackson Barreto (49,54% dos sufrágios válidos) ajudando-o a retomar o comando de Sergipe a partir de janeiro, contra 12.472(46,43%) do candidato Eduardo Amorim, que, ressalte-se, teve votação expressiva em detrimento da sua gris atuação em favor do município como parlamentar e uma campanha com variações de temperatura pouco previsíveis pelos melhores estudos dos observadores meteorológicos do marketing político-eleitoral.

Para deputado federal, o município disputava a eleição com um representante que julga ter base de atuação aqui e ansiava o desaguadouro de águas solidárias de uma estancianidade eleitoral cujo Rio Piauitinga foi para outro lugar, o persistente Titó (PDT), que obteve, somados os votos locais e os pingados em outros municípios, 1.621 votos. Estância que já teve na Câmara Federal representada por gente como o Monsenhor Silveira, Gilberto Amado, Gumercindo Bessa,   Graccho Cardozo, Francisco de Araújo Macedo, Leopoldo Souza e pelo médico e atual prefeito Carlos Magno, mais uma vez viu passar o trem da história eleitoral sem ter um nome de peso capaz de ocupar um vagão especial nos trilhos da disputa. Não temos uma classe política com nomes à altura potencial do cargo ou preferimos ver o triunfo de nomes de outras plagas e dependermos deles sempre para a "caridade" pontual vaga?!? Para além das respostas ao nosso íntimo cívico-eleitoral vimos, por exemplo, o Pastor Jony sair daqui com votação excepcional... O resto não se explica do vão que vai do nosso orgulho de quintal ao céu de quem se labuza com as delícias estranhas do nosso mal!

Mas o foco da eleição que mais movimentou a gente estanciana foi aquele direcionado para a Assembleia Legislativa. E o resultado dele recoloca o deputado Gilson Andrade, a partir de janeiro, na bancada do parlamento estadual, embora ele não tenha obtido no Município a votação prevista e cantada pelos seus encetadores de campanha, que seria de capturar entre 15 a 20 mil votos num universo de pouco mais de 43 mil. Ganhou 13.875, 44,95% dos votos válidos. Saiu das urnas, sem dúvida, revigorado e energizado pelo "biotônico Fontoura" de uma boa estratégia que amealhou quantidades significativas de votos em outros municípios resultando numa potente caixa de elixir de 26.170 votos. Tudo isso resulta numa receita que o desloca para a condição de bem composta liderança, agora, inclusive, livre de produtos elementares agregados, pois não contou nem com a mais provável alquimia decantada de antigos aliados tidos na escala de donos do poder. De posse dos fármacos da vitória, precisa fortalecer seu mandado e criar relação permanente de sintonia avançada com todos os setores adoecidos de esquecimento e de secundarização pública, bem como dar melhor conduto vitamínico aos que já trabalha.

Os outros dois candidatos com base de atuação local, não obtiveram o mesmo grau de respaldo do eleitorado: o atuante e corajoso Vereador Dominguinhos obteve 2594 votos locais do total estadual de  3.989; já Jorge da Cidade Nova amealhou  1.828 sufrágios dos 2150 obtidos na planta estadual.

Importante que se registre que para Deputado Estadual Estância registrou 30.872 votos válidos. 16.498 foram dados aos nomes locais e 14.374 a candidatos com outras referências centrais de atuação. Isso deve ser mais um ponto de reflexão criteriosa, sobretudo, da classe política, mesmo daqueles que exibem um sorriso oral-b depois do pleito, para amanhã não terem que exclamar Ah! de queixo caído!

Quanto á eleição para o Senado, ela será alvo de uma avaliação mais detalhada da nossa parte e mais logo ali à frente!

 

 

 




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