Domingo, 17 de Dezembro de 2017

Editorial - por Miguel Viana
Publicada em 21/11/14 as 16:42h - 281 visualizações
EDITORIAL - 19/nov
COM LARGO POTENCIAL ESTÂNCIA É RESULTADO DA GRAVE INCOMPETÊNCIA QUE ASSOLA O SETOR TURÍSTICO EM SERGIPE

Rádio Mar Azul FM 104,9


 (Foto: Rádio Mar Azul FM 104,9)

   Enquanto Sergipe chora a não realização do Pré-Caju como fator de lamentável déficit turístico e econômico, Estância deveria lamentar ter um quadro potencial imenso para o setor turístico e não receber do Governo do Estado nem do Governo Municipal o tratamento fortalecedor e viabilizador das suas múltiplas variantes próprias para a efetiva realização do setor.

   Atentem: temos um acervo histórico arquitetônico e cultural importante e que, por conta da omissão das instituições públicas, esvai-se em demolições ( materiais e imateriais) sobretudo no campo da preservação patrimonial colonial; temos praias que com infraestrutura e implementação de capacidade de recepção renderiam bons frutos turísticos  econômicos, elas estão ao abandono e intoxicadas por uma urbanização sociopática e ambientalmente criminosa; temos, desde a cidade à própria zona de praia, capitais de largo aporte para a exploração do turismo ecológico e pouco se fez ou faz nesse sentido enquanto por aí a fora essa é uma rota de exploração da moda e tudo isso deixa de ser feito enquanto detonamos a natureza como o fizemos com os rios Piauitinga e Piauí; temos o São João,não o maior ou melhor, mas o mais autêntico e rico de Sergipe, porém os tempos e as leis caminham sobre a omissão dos poderes para a sua supressão e ainda temos, entre outras coisas que poderíamos citar, o legado de Jorge Amado que aqui residiu por duas vezes, deixou rastros de lembranças culturais e sociais indeléveis e povoou sua obra de personagens estancianos o que poderia implicar a instalação de instrumentos de lógica turístico-cultural a serem explorados com bons resultados. Que outro município de Sergipe dispõe de tanto e faz tão pouco?

        O prefeito Carlos Magno afirma que tem projetos para algumas das áreas aqui citadas, inclusive pensa em urbanizar o Farnaval e criar uma nova praia na Ribuleirinha, mas vai precisar de capitais federais, estaduais e até internacionais via programas de bancos setoriais. Está o chefe do executivo a realizar uma grande obra no Porto d'Areia, mas para ela ganhar elementos de média viabilidade turística havia de se implantar ali elementos de exequibilidade econômica circular e agregada o que, inevitavelmente, incluiria a população e o empresariado local. Não consta que tenha sido feito. Fazer obra pela obra indica uma variante política nacional que não gera os frutos da continuidade e que cria o Paradoxo de Niemayer: é belo, mas não gera utilidade ampla e envolvente e acaba dissolvente e dissolvida!

          Do ponto de vista econômico ( é claro que é uma área de caros investimentos!) o turismo seria uma ótima e proveitosa saída para Estância. Falta o essencial; projeto e realização, infraestrutura e preparação técnico-profissional... O resto viria como consequência. É evidente que da competência!  




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